terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cancioneiro recifense

Recife, minha terra de encantos
Mil faces, mil povos, mil culturas
Recife, quão grande é a bravura
Deste povo que te converte

Num Brasil de um sonho mais inerte
No nordeste cansado dessa seca
Nossa mina perdida de beleza
Nosso orgulho ferido acabado

O Recife atual já deturpado
Sofre a perda e o vício instaurado
Do que fora a glória, hoje é retalho
Do Brasil foste a vida hoje és morte

Sobrevives à tua própria sorte
Das lembranças felizes do passado
Pelos becos se vê a própria morte
Pelas ruas menor abandonado

Presença Judáica no Recife

Viemos com Maurício de Nassau
Trazendo da Europa todo nosso capital
Conosco o Recife prosperou
A cana no novo ouro se tornou

Expulsos de nossa própria terra
Tentamos achar o paraíso
Mas quando nos demos conta
Corremos muitos perigos

Perseguidos, multilados
Açoitados pela sorte
No final senti na pele
As chagas da minha morte

Expulsos pela Igreja,
Partimos rumo ao norte
Mesmo com dor e tristeza
Erguemos a Nova York