Que o meu nordeste sem pena
Traduza os floreios deste renovo
Que a festa encantada para o povo
Não se esvaia deste corpo que ostenta
Neste solo tão seco que alimenta
Sertanejos, sulistas e oceanos
Uma seca que une os humanos
Numa sociedade que despenca
Numa súplica de fé ainda atenta
Para Deus que envie à terra a chuva
Que cultive as coisas com ternura
E que cuide de todos com presteza
Nessa terra de rochas sertanejas
Temos frutos bonitos e hasteados
Nossos dias que são mais alteados
Pelo sol que ilumina o gado afora
O nordeste que aparentemente chora
Guarda em si tanta fama e riqueza
Esse povo tão forte em singeleza
Resta forte em nós, do sol acobreado.
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